Diretora de fotografia Ana Martins: escolhas de lente e luz
Ana Martins privilegia simplicidade e funcionalidade: ela escolhe lentes e luzes que servem à história e mantém equipamentos leves para sets independentes. Sua prática combina lentes anamórficas e primes para modular o tom visual, e lanternas LED para controle rápido de atmosfera.
Como Ana escolhe lentes?
Ana escolhe lentes para expressar o tom emocional de cada cena. Ela alterna anamórficas (lentes que comprimem o campo horizontal durante a captura, produzindo oval bokeh e flare característicos) com primes modernas para nitidez seletiva. Em documentários, prefere grandes-angulares que aproximam o público do assunto. Antes de fechar uma combinação, faz testes de lente e filtro em espaços de ensaio — reservas de locações como Casa Andréa Malta - Localcine ajudam a entender como cada vidro reage a luzes práticas e janelas.
Como ela monta iluminação em locações pequenas?
Ana evita setups elaborados e trabalha com lanternas LED compactas e rebatedores simples. Usa filtros de cor para coordenar temperaturas e simula luz natural com painéis posicionados em ângulos que reproduzem a direção do sol. Em ambientes muito apertados, improvisa difusores com tecidos brancos e posiciona refletores em trilhos ou ganchos altos para evitar sombras duras. A coordenação com o operador de câmera é indispensável para reduzir reflexos e manter continuidade entre os takes.
Que equipamento ela recomenda para produções independentes?
Para equipes reduzidas, Ana opta por câmeras mirrorless montadas em gimbal para transições fluidas entre planos estáticos e em movimento. Ela integra follow focus manual e motorizado quando a cena exige precisão, e sempre leva baterias extras e cartões de alta velocidade. Para testes de movimento e iluminação em espaços maiores, ela sugere locais como Casa Jardim Lusitânia - Localcine, que permitem ensaios com diferentes trajetórias de câmera.
Como ela organiza o trabalho com a equipe?
Ana define storyboards visuais e chama o assistente para testes de lentes e filtros antes do set. Comunicação direta reduz retrabalhos em pós-produção e acelera o cronograma. Ela adota protocolos claros de segurança para montagens altas e movimentação de equipamentos, e confere posições de luz entre um take e outro para manter continuidade.
Que práticas ela recomenda a quem está começando?
Dois passos práticos: testar suportes (tripé, flowcine ou steadicam) para entender movimento; e documentar erros e resultados para montar um portfólio técnico. Participar de workshops de iluminação e de coletivos de cinema também acelera o aprendizado.
O conselho final de Ana: experimente regularmente, alinhe referências com sua equipe e foque em resultados concretos no set.